Tales of Life: Need of Makeup

Question: Does makeup define women?

I think not. Really do. Yes, surely a “maked-up” face looks well put together, and if it’s done correctly, can really enhance a woman’s best features, but does that mean a woman without makeup is inadequate and less prettier? Hell, no! I already said here that I’m not a big fan. My mother never wears makeup and a dermatologist once told her that her skin could be mistaken by a completion of a 25-year-old girl. WTF? With that kind of role model and DNA, why would I bother using the heavy duty barbie-doll combo?

I’ve been thinking about this for a quite a while: To wear or not to wear? Especially after receiving a comment about my lack of during a nice dinner. Well, that day (as the majority of social gatherings) I had concealer, blush and mascara. For me it’s more than enough. I do understand though that some girls think it’s the most important thing to wear it in a 24/7 basis. That’s fine! Have a blast. I just don’t understand the reason behind it.

We live in a society that is obsessed with beauty and perfection. We like to read magazines about the top 100 most beautiful women, watch youtube beauty gurus, spend a crazy amount of money on things other people say we should, to be in front of the mirror for 2 hours just getting ready for a pointless club to really just make an impression on our friends… Don’t get me wrong, I’ve done those things too. It doesn’t make us bad people, only makes us human.

My question is not whether you are vain or futile because you wear makeup like second skin. My question is why it became so necessary? Halle Berry and Kate Hudson have said they don’t like wearing it and that they prefer letting their skin breath during “normal” life. Wow, if celebrities (people who we expect to be perfectly beautiful all-day everyday) don’t care for it, why did we make it so damn important?

For me there are things that are way more important than worrying about if we look perfect. We don’t! Ever. Humans are not meant to be perfect. Our flaws are what make me beautiful. Besides, our outside is only a shell. Yes, I like fashion. Yes, I like wearing pretty things that make me feel good. Yes, I like taking care of my appearance. However it’s not the most crucial subjects to be concern. What about how to make yourself truly happy and satisfied with the life you live? Or how can you help your friends and your family to accomplish their dreams? Or how you can help your community?

Surely, you can disagree and say that to wear a great makeup and to be dressed impeccably doesn’t change what you to for the world. Yes, I’m not doubting you, you can also be a fantastic person. However a woman without much makeup can be as vain as someone addicted to Sephora. It doesn’t mean that a person is sloppier, inadequate and less pretty than the other. To me, we all have the right to not put – or to put – anything we want in our faces. We’re all worthy of excellence. A primer and a highlighter won’t dictate the kind of person we are.

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Pergunta: Maquiagem define a mulher?

Eu acho que não. Não mesmo. Claro, um rosto bem maquiado fica bonito e se feito corretamente, pode mesmo realçar os pontos mais fortes de uma mulher, mas isso significa que uma mulher sem maquiagem é inadequada e menos bonita? Não e não! Eu já falei aqui que não sou muito fã. Minha mãe nunca usa maquiagem e uma dermatologista já falou pra ela que sua pele é de alguém de 25 anos. PQP! Com esse tipo de modelo e DNA, porque eu me incomodaria em montar um rostinho de boneca toda vez antes de sair de casa?

Tenho pensado nisso há um tempo: Usar ou não usar? Especialmente depois de receber um comentário sobre meu rosto lavado. Bom, naquele dia (como na maioria de reuniões sociais) eu estava com corretivo, blush e rímel. Para mim, isso já é mais do que suficiente. Até entendo porque algumas meninas acham que é importante usar 24 horas por dia. Sem problemas! Divirtam-se. Só não entendo a razão por trás.

Nós vivemos em um sociedade obcecada pela beleza e perfeição. Gostamos de ler revistas que falam sobre as 100 mulheres mais lindas do mundo, assistir gurus de beleza no youtube, gastar uma quantia absurda de dinheiro em coisas que outras pessoas acham ser imprescindíveis, ficar na frente do espelho por 2 horas somente nos arrumando para uma balada sem sentido só para impressionar as amigas… Não me entenda errado, já fiz essas coisas também. Nada disso nos transforma em pessoas ruins, só nos faz humanos.

Minha pergunta não é se você é vaidosa ou fútil porque usa maquiagem como se fosse segunda pele. Minha pergunta é porque isso se tornou tão necessário? Halle Berry e Kate Hudson já disseram que não gostam de usar no dia-a-dia, preferem deixar a pele respirando. Uau, se celebridades (pessoas que esperamos que sejam perfeitamente lindas todo o dia, todos os dias) não dão tanta importância, porque nós damos todo esse crédito para um make super-hiper-mega incrível?

Para mim, há coisas mais importantes do que se preocupar se nós parecemos perfeitas. Esquece! Nunca estamos perfeitos. Humanos não foram feitos para serem perfeitos. Nossas falhas nos fazem bonitas. Além do mais, nosso exterior é só uma fachada. Sim, gosto de moda. Sim, gosto de usa coisas bonitas que me fazem sentir bem. Sim, gosto de cuidar da minha aparência. Contudo não é a coisa mais importante para se preocupar. Que tal fazer de tudo para ser feliz e satisfeito de verdade com a vida? Ou em ajudar os amigos e a família a realizarem seus sonhos? Ou em ajudar outras pessoas que não são super próximas a você?

Claro, você pode discordar e dizer que estar maquiada e bem-vestida não tem nada a ver com o que faz pelo mundo. Sim, não duvido que esteja errada, você também pode ser uma pessoa incrível. Mas uma mulher sem muita maquiagem pode também ser tão vaidosa quanto alguém viciada na Sephora. Isso não significa que uma pessoa seja mais desleixada, inadequada ou menos bonita que a outra. Para mim, todos temos o direito de não colocar – ou colocar – o que quisermos em nossos rostos. Somos todos dignos de excelência. Não é um primer e um iluminador que ditarão o tipo de pessoas que somos.

 

Tales of Life: 2013 and the number 23.

So it’s 2013… the world didn’t end and today I’m turning 23 years old. Wow! To tell the truth is sounds like such a small number. I’m young and I feel young. There’s so much to live and things to accomplish that it feels to me that my life only began just now. Is that weird? Especially since I’ve been around for the past 23 years? I don’t know.

I did my goals’ list for 2013, and I love it so much that I can’t wait to spend my 23rd year doing whatever it takes to make all of them real. But I learned something with those lists: We have to be mentally ready, because not all of the items will get crossed off. And that’s ok. It’s life. Sometimes we can’t do everything we want, and the most important thing is to let go. Just let it go and see what happens. In 2012 I learned to do that a lot.

I’m glad to be where I’m right now, just here, sitting on my bed and writing this. My parents’ place surround me and I feel safe. This is where I’m meant to be now. Not in an apartment in Hollywood (one of the items of last year’s list), where the fragility of easiness would be everything I would know. No. Here, I can think of ways to express my creativity, read books, listen to music, do things that won’t give me any money just for the experience, write and write, think of a plan that suits me completely (and follow it through)… I can be me. Young, scared, decided, happy, sad, intelligent, foolish, sexy, unattractive… All those nuances that describe me and only me.

Finally I found myself again. I had to come back to where everything started and begin again. My self-knowledge bag is so big that once I got my head together, everything was easier and I knew what do to. That apartment in Hollywood still waits for me, but easiness is not something I will understand when that home of mine finally welcomes me. Thank heavens! But that is then, and now will only happen once.

Today is a happy day. I’m turning 23 years old. Gosh! Happy Birthday to me. And to the best day of the year, all I can say is: Welcome home baby. You finally got here!

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Então é 2013… O mundo não acabou e hoje faço 23 anos de idade. Uau! Para falar a verdade, me parece um número bem pequeno. Sou jovem e me sinto jovem. Tem tenta coisa para viver e tantas coisas a serem feitas que me parece que a vida acabou de começar. Isso é estranho? Especialmente já que estive por aqui pelos últimos 23 anos? Sei lá.

Fiz minha lista de metas para 2013 e amei tanto que mal posso esperar para passar meu 23º ano de vida fazendo o que for para torná-los realidade. Mas aprendi uma coisa com essas listas: Precisamos estar mentalmente prontos, porque não são todos os itens que serão riscados. E tudo bem. As vezes, as coisas não vão do jeito que esperamos e a arte do desapego é muito importante nessas horas. Deixar as coisas irem embora e ver o que acontece. Em 2012, aprendi muito isso.

Estou feliz de estar aqui agora, somente aqui, sentada na cama e escrevendo esse texto. O apartamento dos meus pais me envolve e me sinto segura. Aqui é onde eu deveria estar. Não em um apartamento em Hollywood (um dos itens da lista do ano passado), onde a fragilidade da facilidade seria a única coisa que conheceria. Não. Aqui, posso pensar em jeitos de expressar minha criatividade, ler livros, ouvir música, fazer coisas que não me dão dinheiro, somente experiência, escrever e escrever, pensar em um plano feito exclusivamente para mim (e seguí-lo)… Posso ser eu mesma. Jovem, medrosa, decidida, feliz, triste, inteligente, boba, sexy, pouco atraente… Todas essas nuances que me descrevem e somente a mim.

Finalmente me encontrei novamente. Tive que voltar para a largada e começar de novo. Minha mala de auto-conhecimento está tão grande que no momento que coloquei a cabeça no lugar, tudo foi fácil e eu sabia exatamente o que fazer. O apartamento em Hollywood ainda me espera, mas facilidade não será algo que entenderei quando aquele lar meu finalmente der suas boas-vindas. Graças aos céus! Mas isso é lá para frente e o agora só vai acontecer uma vez.

Hoje é um dia feliz. Faço 23 anos de idade. Nossa! Feliz Aniversário para mim. E para o melhor dia do ano, só posso falar: Seja bem-vindo amor. Você finalmente chegou!

Tales of Life: Sorry and Thank You

First and foremost, I would like to apologize. To you, who likes reading what I post and continues coming back even though I haven’t showed up for a week (or was it more? To tell you the truth, I stopped counting…). But most importantly, I would like to apologize to myself.

Blogging has been my favorite past time since I’m 15, but from time to time (specially when things get rough) I quit. Don’t know exactly why… it just happens. However, this time I refuse to succumb to that urge. Call it self-sabotage (when we stop doing something we love just because things are not working out, so we think that that thing is a waste of time, just like everything else). Well, it’s not! I need this… my writing, my place, where I can say whatever I want and get away with it because it’s truly mine, and only mine. Today, on American Thankgiving, I just wanted to apologize and thank your time (and my time) for making this a safe place for me to share whatever I adore, whatever fear I may have, whatever doubt, or whatever crazy dream my dear heart houses. So thank you.

In 2010 and 2011 I had this habit of waking up and spending 10 minutes saying out loud all the things I was thankful for that morning. Such as the weather, being alive, staying healthy, having food at the house… Those pretty basics life’s items. The great thing about that ritual (among many others) is that I got really good in it, and soon started adding more complex and meaningful goodies in my list. I started thanking for this amazing life I was given the opportunity to live, for my loving and caring parents who always go out of their way to make my dreams come true, for my incredible housemates who I got to build a beautiful family far away from the original one, for my true family who even though we didn’t speak much still cared deeply for me from thousand of miles away, for my school that had the most startling campus I’ve seen, for this ongoing wish and thrill to accomplish things and feel happily alive, for all the people I knew because they all taught me something, for being on my own and living my life as I pleased… In the end, 10 minutes were a little too short to fill all of my thanks. Every day I did that, my day was filled with joy and laughter. Not trying to be cliche, but they were. I don’t remember being that happy.

I really don’t know why or when I stopped doing it. It felt so spectacular! I want to start doing it again. Would you join me? And tell me if it helped you in some way?? I sure will tell you.

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Primeiramente, eu gostaria de me desculpar. À você, que lê meus posts and continua voltando mesmo depois de eu ficar uma semana sem aparecer (ou será que foi mais? Para falar a verdade, eu parei de contar…). Mas o mais importante é que eu gostaria de pedir desculpas a minha mesma.

Escrever em blogs tem sido minha atividade favorita desde os meus 15 anos, mas de tempos em tempos (especialmente quando as coisas ficam mais tensas), eu paro. Não sei bem o por quê… Só acontece. Mas dessa vez eu me recuso a me entregar a esse desejo. Chame de auto-sabotagem (quando nós paramos de fazer algo que amamos só porque outras coisas não estão dando certo, e portanto achamos que tudo é uma perda de tempo). Bom, não é! Eu preciso disso… escrever, um lugar meu onde posso falar o que eu quiser e sair ilesa porque é realmente meu, é somente meu. Hoje, no dia de Ação de Graças americano, eu gostaria de pedir desculpas e agradecer seu esforço (e meu esforço) em transformar esse espaço em um lugar seguro para as coisas que amo, que temo, minhas dúvidas e qualquer sonho que habita meu querido coração. Então, obrigada.

Em 2010 e 2011 eu tinha um hábito de acordar e passar 10 minutos agradecendo por todas as coisas que eu era agradecida naquela manhã. Como o tempo, estar viva, permanecer saudável, ter comida em casa… Items básicos de cada dia. A parte maravilhosa desse ritual (entre muitas outras coisas) era que comecei a ficar bem boa nele e logo fui adicionando bens mais complexos à minha lista. Comecei a agradecer pela vida incrível que eu estava tendo a oportunidade de viver, pelos amorosos e preocupados pais que sempre fazem de tudo para realizar meus sonhos, pelas meninas que moravam comigo e me ajudaram a criar uma família longe da original, pela minha família de verdade que mesmo sem muita conversa entre nós sempre se preocuparam comigo a MUITOS kilometros de distância, pela minha faculdade que tinha o campus mais lindo que já vi na vida, pelo desejo e felicidade de sempre fazer algo, por sempre ser feliz vivendo, por todas as pessoas que eu conheci pois todas me ensinaram algo, por estar vivendo sozinha e como bem entendesse… No final, aqueles 10 minutos não eram suficientes para todas as coisas que eu queria agradecer. Todos os dias que fiz isso foram repletos de alegria e risadas. Não quero soar clichê, mas eles foram. Eu não lembro em estar tão feliz.

Não sei quando ou porque parei. Era tão espetacular! Quero começar a fazer de novo. Vamos juntos? E me conta se te ajudou de algum jeito? Eu com certeza vou te contar.

(Não são pessoas felizes que são agradecidas. São pessoas agradecidas que são felizes.)